Esquecimento

Esquecimento: quando devo me preocupar?

Esquecimento: quando devo me preocupar?

Esquecer onde guardou as chaves de casa, a data do aniversário do melhor amigo, de realizar o pagamento de contas, ou comprar o que pediram… Você se identifica com alguma dessas situações? Bem provável que sim, já que todos nós somos um pouquinho esquecidos. O problema, porém, é quando o esquecimento compromete a rotina do indivíduo, colocando-o em situações sérias, como demissão, ou até mesmo o divórcio, já que nem todo mundo suporta os frequentes “eu esqueci!”.

Esquecer, todo mundo esquece

E não é somente os idosos que cometem deslizes de memória. Os jovens também, principalmente porque estão cada vez mais expostos a fatores que prejudicam essa parte tão importante da cognição. Na atualidade, é comum os lapsos de memória, já que tem sido comum situações, como:

  • estresse;
  • uso abusivo de medicamentos para se manter acordado;
  • abuso de bebidas alcoólicas;
  • ansiedade;
  • depressão.

Essas situações dificultam a retenção de informações e levam a perdas temporárias de memória. Quando se está ansioso e insatisfeito no ambiente de trabalho, por exemplo, não se presta atenção no que está sendo dito pelos colegas e supervisores. Deixa-se passar informações importantes sobre uma reunião futura, uma ligação urgente ou sobre uma revisão necessária. “Nossa, desculpa, não me lembro de você ter me pedido isso”, costumam dizer os esquecidinhos.

Sinal vermelho

Deve-se ligar o sinal vermelho, como mencionei acima, quando a pessoa apresenta sinais progressivos de esquecimento. Esquece um dia, mais um, mais outro… É o caso do chefe de cozinha que erra os temperos todos os dias, do sujeito que gasta horas para lembrar onde estacionou o carro quase todo dia, do funcionário que não compareceu em 10 das 12 reuniões externas agendadas no mês, porque “deu um branco”.

Percebe que essas situações geram prejuízos econômicos e emocionais? São sintomas que indicam demência, sendo a mais comum a doença de Alzheimer, e a demência vascular. Ambas prevalecem no público mais maduro e estão associadas, também, às alterações de julgamento, capacidade de executar atos da vida diária e às mudanças na linguagem.  

Outras causas importantes que levam ao declínio cognitivo relacionado à memória são:

  • deficiência de vitaminas, como B12 e D;
  • hipotireoidismo (disfunção na glândula tireoide, que deixa o metabolismo lento);
  • sono irregular;
  • uso irrestrito de aparelhos/dispositivos eletrônicos.

Malhe o cérebro para evitar o esquecimento

O cérebro também sofre com os efeitos inevitáveis do envelhecimento. Isto é, à medida que os anos avançam, nosso organismo declina em performance. Mas, calma! É possível atenuar esses efeitos e fazer com que eles se instalem de modo menos agressivo e mais tardiamente.

O segredo é:

  • alimentar-se corretamente;
  • praticar atividade física (mesclando exercícios aeróbicos e de resistência);
  • dormir o mínimo de horas recomendado;
  • aprender algo novo todos os dias (que seja uma palavra em inglês ) de modo a manter o cérebro sempre ativo e saudável.

Tais atividades são fundamentais para que você não faça do esquecimento algo rotineiro. Não vá esquecer, hein?

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos
Dificuldade de memória – O que pode ser?

Dificuldade de memória – O que pode ser?

A memória é o reflexo da capacidade humana de absorver e manter informações dentro de um sistema interno de estocagem cerebral. Este sistema pode ser acessado e usado quando o indivíduo precisa, porém, por muitos motivos, podem surgir dificuldades no processo de memorização, sejam nas fases de aquisição, retenção e recordação, que são as 3 etapas da memória, do ponto de vista clínico.

Os distúrbios de memória ocorrem em diferentes contextos e por razões distintas. Esquecimentos podem ser momentâneos e corriqueiros, sem maiores complicações, ou podem ser frequentes, duradouros e com desdobramentos graves, capazes até de ameaçar o bem-estar e integridade física do indivíduo.

Vale destacar que a dificuldade de memória não é uma doença em si. Trata-se de um sintoma passível de investigação neurológica para que haja um diagnóstico preciso. Se você ou alguém que você ama tem apresentado lapsos de esquecimento, continue lendo o texto e descubra o que pode ser.

Envelhecimento natural

O envelhecimento é um processo que acontece em todos os sistemas corporais, inclusive no Sistema Nervoso Central. Portanto, é natural que, à medida que a idade avance, a memória deixe de funcionar como antes. Esquecimentos são normais em idosos, desde que não tragam nenhum prejuízo da funcionalidade no cotidiano;  eles podem ocorrer, até mesmo, antes dos 60 anos. Entretanto, quando os lapsos de memória passam a prejudicar a vida da pessoa e interferir no dia a dia, o caso deve ser analisado com cuidado, pois já diminui muito a chance de ser apenas o envelhecimento.

Falta de atenção

Uma causa comum da dificuldade de memória é a falta de atenção. Pessoas desatentas costumam esquecer as informações rapidamente. Além disso, os distraídos tendem a não se lembrar de detalhes como datas, horários, endereços, números de telefone e os locais onde objetos foram guardados. Nesse caso, os esquecimentos não são associados, necessariamente, a problemas de saúde.

Estresse e ansiedade

Nos dias atuais, o ritmo acelerado da rotina, o bombardeio de informações, as pressões profissionais e o excesso de cobranças podem gerar estresse e ansiedade. Estes problemas estão relacionados a lapsos transitórios de memória, especialmente em pessoas jovens. Isso acontece porque os momentos de estresse e ansiedade atrapalham a atenção, prejudicando o processo de memória.

Doenças psiquiátricas

Você sabia que doenças como a síndrome do pânico, transtorno bipolar e depressão também podem provocar déficit de atenção e dificuldade de memória? Elas afetam o funcionamento de neurotransmissores cerebrais e podem até ser confundidas com doenças demenciais. Sendo assim, é necessário buscar a avaliação e diagnóstico de um bom especialista.

Hipotireoidismo

Por incrível que pareça, o hipotireoidismo tem ligação com a perda de memória. Quando a glândula tireoide não produz os níveis hormonais adequados e o problema não é tratado da maneira adequada, isso provoca lentidão metabólica, o que prejudica efetivamente o funcionamento cerebral. Normalmente, em casos de hipotireoidismo, a dificuldade de memória vem acompanhada de sintomas como pele seca, cabelos e unhas quebradiças, fadiga, dificuldade de concentração e sono em excesso.

Deficiência de vitamina B12

A alimentação balanceada influencia – e muito – no trabalho cognitivo. É comprovado que o déficit de vitamina B12, por exemplo, altera o funcionamento cerebral, gerando impactos negativos no raciocínio e memória. A deficiência dessa vitamina geralmente acontece em pessoas com dificuldades de absorção de nutrientes pelo estômago, alcoólatras, veganos sem acompanhamento, alguns vegetarianos e indivíduos desnutridos.

Uso de substâncias químicas

O uso de medicamentos ansiolíticos, sedativos, calmantes, neurolépticos e anticonvulsivantes pode apresentar a diminuição da capacidade de memória como um dos efeitos colaterais. Já o uso de drogas ilícitas, como a cocaína e maconha, interfere no nível de consciência e tem um grave efeito tóxico sobre os neurônios, o que pode prejudicar significativamente a memória.

Sono de má qualidade

Dormir pouco gera dificuldade de memória, pois a falta de descanso diário prejudica a manutenção do foco, atenção e raciocínio. A capacidade de absorver as informações é diminuída com o sono de baixa qualidade, uma vez que o indivíduo não consegue se concentrar quando está cansado demais. Por isso, é fundamental dormir bem.

Doenças demenciais

Doenças degenerativas e demenciais, à medida que progridem, levam os indivíduos ao declínio da memória, capacidade de compreensão e organização do raciocínio. É o caso do Alzheimer, Parkinson, demência vascular, demência por corpúsculo de Lewy, demência frontotemporal, hidrocefalia de pressão normal, dentre outras. Todas elas demandam avaliação e acompanhamento neurológico.

Como anda sua memória? Gostaria de saber mais sobre esse assunto? Entre em contato comigo. Será um prazer esclarecer suas questões. Até a próxima e continue acompanhando as informações do blog e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos
Esquecimento comum ou sintoma do Alzheimer? Saiba como diferenciar

Esquecimento comum ou sintoma do Alzheimer? Saiba como diferenciar

Com o envelhecimento progressivo da população, as queixas de esquecimento têm se tornado cada vez mais frequentes. Embora o avançar da idade esteja intimamente associado aos lapsos de memória, fatores como a ansiedade, ritmo de vida acelerado e bombardeio de informações também podem contribuir para que as pessoas se esqueçam de compromissos e informações.

Engana-se quem pensa que os distúrbios de memória são exclusivos da terceira idade. Não é raro encontrar indivíduos na casa dos 20 anos apresentando casos de esquecimento. Tente lembrar! Você ou alguém próximo certamente já esqueceu onde guardou a chave, já confundiu o horário de uma consulta, não lembrou o nome de um conhecido ou teve dificuldades de relatar uma situação antiga ou recente com precisão.

Será que esses esquecimentos são comuns ou podem ser sintomas de Alzheimer? Leia o artigo e aprenda a distinguir.

Todo esquecimento é sintoma de Alzheimer?

Não. Nem todo esquecimento é sintoma de Alzheimer! Os problemas de memória podem ser decorrentes de alterações no sono, estresse, depressão, ansiedade, rotina intensa, envelhecimento normal, entre outras causas. Existe também o esquecimento provocado por doenças degenerativas.

O ideal é que, quando os lapsos começarem a ocorrer, a pessoa procure um especialista para identificar se os esquecimentos são resultados de alterações benignas no processo de retenção e recordação ou se são frutos de doença subjacente, como o Alzheimer.

Quando o esquecimento é preocupante?

As situações de esquecimento mais frequentes, bem grosso modo, costumam cair em duas categorias: a perda de memória recente e a dificuldade de atenção. Quem perde a memória recente vive uma situação, mas não armazena a memória do que aconteceu, então depois não consegue trazer à tona tal memória. Já a falta de atenção acontece quando a informação é ouvida/vivida/lida/etc, e pode até ser armazenada, mas a pessoa não consegue trazer à tona com facilidade.  

O primeiro caso é mais preocupante e tem maiores chances de estar relacionado ao Alzheimer. O segundo caso é comum e muito fácil de compreender, já que quem está desatento não consegue lembrar. Uma completa avaliação neurológica, a partir de testes de memória e atenção, geralmente é suficiente para confirmar ou descartar o problema.

Quando o esquecimento é considerado normal?

O envelhecimento normal, também chamado de senilidade, costuma vir acompanhado de um leve e natural declínio da capacidade de memorização das coisas do dia a dia. De modo geral, essa alteração na memória não prejudica as atividades diárias de forma relevante, nem compromete as funções intelectuais da pessoa gravemente. Mas se os esquecimentos forem muito frequentes e intensos, o quadro demanda maior atenção e inspira avaliação e cuidados neurológicos.

Quais são os principais sinais de Alzheimer?

Para facilitar a distinção entre o esquecimento comum e o esquecimento associado ao Alzheimer, é importante conhecer os sintomas da doença. Veja os principais sinais de alerta:

  • Episódios recorrentes de esquecimento;
  • Lembrança de fatos do passado, expostos fora do contexto;
  • Perguntas repetitivas, mesmo que já tenham sido respondidas anteriormente;
  • Dificuldades de fazer contas básicas e gerir as próprias finanças;
  • Mudar de ambiente e não se lembrar do que foi fazer ali;
  • Esquecer coisas importantes como trancar a casa, desligar o fogão e pagar contas;
  • Declínio e confusão mental;
  • Perda de memória recente;
  • Incapacidade para reconhecer situações comuns;
  • Dificuldade para compreender informações simples.

No Alzheimer também podem ocorrer alterações como irritabilidade, agressividade, agitação, mudanças bruscas de humor, isolamento, apatia, descontentamento, alucinação, inquietação, perda de apetite, problemas de coordenação, fala embaralhada, desorientação espacial, incontinência urinária, entre outros.

E aí, agora ficou mais fácil diferenciar o esquecimento comum do esquecimento ligado ao Alzheimer? Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Fique à vontade para perguntar! Ficarei feliz em compartilhar conhecimentos e dividir informações com você. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

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