Esclerose Múltipla

Diagnóstico e Tipos de Tratamentos da Esclerose Múltipla

Diagnóstico e Tipos de Tratamentos da Esclerose Múltipla

A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que existam atualmente 35 mil brasileiros vítimas dessa doença. O grande desafio referente a essa patologia é a confirmação do diagnóstico. Isso ocorre em razão da grande variedade de sintomas e pela forma como se apresentam.

Você já ouviu falar nessa doença? Então, continue a leitura para conhecer um pouco mais a respeito desse distúrbio que acomete a tantas pessoas.

O que é esclerose múltipla?

É uma doença autoimune que atinge o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal. As patologias autoimunes são provocadas por ação do sistema imunológico,que por uma disfunção, combate alguma região do próprio corpo como se fosse um invasor.

A esclerose acomete o sistema nervoso central. Os neurônios – as células desse sistema – são revestidos por uma camada protetora denominada mielina. A mielina é o principal foco de combate das células de defesa do organismo.

Quando a mielina é afetada, ocorre interrupção do fluxo de impulsos elétricos enviados ao corpo pelas fibras nervosas. Essa interrupção causa bloqueio na comunicação do cérebro com a medula espinhal e outras regiões do sistema nervoso.

Dessa forma, com o tempo, a ação degenerativa da mielina acarreta lesões cerebrais. Estas podem provocar atrofia ou perda de massa cerebral até cinco vezes mais rápidas do que o normal.

Como diagnosticar?

Na fase inicial, a esclerose múltipla (EM) é de difícil diagnóstico, pois os sintomas não são recorrentes e são imprevisíveis. Existe uma lista extensa dos sintomas que podem ser provocados pela doença. Assim sendo, se perceber que algo está errado, procure um neurologista.

Em uma primeira avaliação do profissional, os seguintes critérios podem ser considerados:

  • análise de sinais que indiquem doença cerebral ou da medula espinhal;
  • incidência de duas ou mais lesões no cérebro, que serão avaliadas pelo resultado do exame de ressonância magnética;
  • constatação de uma evidência objetiva de doença do cérebro ou da medula espinhal;
  • confirmação de que o indivíduo apresenta dois ou mais sintomas que duram o mínimo de 24 horas e respeitam um intervalo de, pelo menos, um mês;
  • confirmação de que não há outra explicação para os sintomas apresentados.

Como se percebe, o diagnóstico é majoritariamente confirmado pelo exame clínico. Complementa-se com ressonância magnética e exame do líquor. Em alguns casos, podem ser solicitados exames adicionais, como o de sangue.

Quais são as alternativas de tratamento?

O tratamento da EM é baseado em dois objetivos: primeiramente abreviar a fase aguda da doença, depois aumentar o espaço de tempo entre os surtos.

Para o primeiro objetivo, o neurologista poderá prescrever o uso de corticoides, a fim de minimizar os surtos. Para o segundo, poderá haver prescrição de imunossupressores e imunomoduladores. Esse tipo de medicamentos aumentarão o intervalo entre os surtos e reduzirão o impacto negativo na vida do indivíduo.

A esclerose múltipla não tem cura, por isso, a base do tratamento é o uso de medicação para aliviar os sintomas. Outras alternativas à redução dos sintomas são fisioterapia, uso de relaxante muscular e outros medicamentos que reduzem a fadiga.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos