alterações da sensibilidade

O que são alterações da sensibilidade?

O que são alterações da sensibilidade?

Imagine colocar a mão sobre uma superfície relativamente quente e não sentir dor ou qualquer desconforto? Pense, também, em sensações, como frio, formigamento, agulhadas, adormecimento ou pressão aparecendo espontaneamente, sem qualquer estimulação? Esses são dois exemplos de alterações da sensibilidade (hipoestesia e parestesia), que podem estar relacionadas a lesões nas estruturas nervosas.

Tipos de alterações da sensibilidade

Hipoestesia

Trata-se de uma alteração da sensibilidade (térmica, dolorosa ou profunda) ao toque, sendo consequência de um problema de origem nervosa, que pode indicar doenças, como diabetes ou esclerose múltipla. Pode ter relação, ainda, com a presença de certos tumores no cérebro, ou de acidente vascular cerebral (AVC).

Esses sintomas são encontrados, geralmente, em pacientes com depressão, soldados durante a guerra, ou em pessoas que estejam passando por intensos estados emocionais. Hipoestesia também pode ocorrer por administração de drogas, ou compostos com efeitos analgésicos.

Parestesia

Todos nós podemos sentir parestesias. Sabe aquela sensação de dormência e formigamento, que acontece quando ficamos muito tempo sentados? Você talvez esteja sentindo isso agora, e, ao contrário do que muitos dizem, ela não aparece porque o sangue não está circulando, mas, sim, por uma pressão aplicada sobre um nervo. Isso também pode ocorrer em razão de danos em sua estrutura.

O sinal vermelho deve ser ligado quando o incômodo aparece repetidamente. Os episódios podem indicar uma condição mais grave e, portanto, merece um diagnóstico mais cuidadoso. Alteração que pode estar associada à parestesia é a anemia, uma doença caracterizada pela deficiência de glóbulos vermelhos saudáveis na corrente sanguínea, que leva à queda nos níveis de oxigênio e ao aparecimento de formigamento, dormência, indisposição e sonolência.

Tratamentos

O diagnóstico deve ser focado na busca da doença causadora da alteração de sensibilidade. Tomografia computadorizada e ressonância magnética esclarecem se existem áreas danificadas no cérebro. Sabendo dos sintomas, o médico também pode requerer exames de sangue, raio-X, ultrassom de vasos sanguíneos e/ou eletromiografia.

O tratamento dependerá da causa encontrada. Se o formigamento aparecer depois de a pessoa passar longos períodos em uma mesma posição, por exemplo, recomenda-se ficar cinco minutos em movimento à cada hora sentado.

Quando o problema é causado por radiculopatia (compressão de raízes nervosas), identifica-se o local da compressão para, então, resolver por meio de terapias não cirúrgicas, tais como medicação, repouso e fisioterapia. A especialidade fortalece o músculo e eleva a percepção sensível.

Outro ponto interessante é dosar os principais nutrientes essenciais ao pleno funcionamento do organismo. Níveis baixos de vitamina B12 e alto consumo de café e álcool, por exemplo, podem levar à hipoestesia.

Importante que a pessoa entenda que dificuldade contínua e significativa para caminhar, segurar coisas ou fazer movimentos delicados não é algo que deve ser deixado para lá. Em casos extremos, isto é, quando os sintomas perduram por muito tempo, e há evidências de que a compressão está causando prejuízos à raiz nervosa, a cirurgia entra em cena para devolver normalidade à estrutura. Com isso, é possível aliviar as alterações da sensibilidade e evitar que danos acometam a medula espinhal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

 

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos