Paraparesia espástica familiar

Paraparesia espástica familiar: o que é e como tratar

A paraparesia espástica familiar, também conhecida como síndrome Strumpell-Lorrain, é uma doença hereditária, caracterizada por manifestações físicas como contração dos membros inferiores e rigidez muscular progressiva. Tal condição é resultante de lesões ou disfunção nos nervos.

A doença foi descrita pela primeira vez pelo neurologista alemão Adolph Strumpell, em 1883 e, cinco anos mais tarde, a descrição foi ampliada pelo médico francês Maurice Lorrain.

A paraparesia espástica familiar pode gerar sintomas como alterações na retina e nervo ótico, falta de coordenação muscular (ataxia), problemas cognitivos, epilepsia, surdez e neuropatia periférica.

Atualmente, a paraparesia espástica familiar atinge homens e mulheres na mesma proporção. Pode se manifestar em todas as faixas etárias. A estimativa é que tal condição afeta  de 3 a 10 em cada 100 mil pessoas. A expectativa de vida não é impactada diretamente pela doença.

Saiba mais sobre a Síndrome Strumpell-Lorrain e entenda melhor seu conceito, causas, sintomas e tratamentos.

O que é como surge a paraparesia espástica familiar?

A paraparesia espástica familiar é uma doença neurológica hereditária que resulta de problemas no sistema nervoso. É causada por alterações que geram defeitos em mecanismos responsáveis por transportar proteínas e outras substâncias importantes através das células.

Nesse tipo de comprometimento neurológico, os nervos longos são afetados potencialmente, uma vez que eles precisam transportar o material celular por longas distâncias e, particularmente, são mais sensíveis a ações defeituosas no transporte celular.

Quais os sintomas mais comuns?

A paraparesia é uma rara doença hereditária, que costuma causar fraqueza gradual combinada com espasmos musculares nas pernas. Pode ser que a pessoa também apresente reflexos exagerados, câimbras, problemas na marcha e dificuldades para controlar as funções musculares.

Como tratar essa condição?

O tratamento não é corretivo, mas paliativo. Não existe cura definitiva para a paraparesia espástica familiar. Com um bom acompanhamento neurológico, é possível amenizar os sintomas, adiar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida.

O tratamento para a síndrome Strumpell-Lorrain inclui sessões de reabilitação por meio de fisioterapia para o fortalecimento muscular, exercícios leves, medicação anti-espasticidade, com foco no relaxamento dos músculos. A automedicação é completamente contraindicada. Somente um neurologista qualificado pode prescrever o tipo de fármaco, a dosagem e a duração do tratamento medicamentoso.

O tratamento ideal depende do diagnóstico adequado. Por isso, para confirmar a doença, o médico neurologista não apenas considera os sintomas relatados, como também faz avaliação física, checa o histórico familiar, investiga a possibilidade de o indivíduo ter outras doenças com sintomas parecidos e solicita exames complementares, como testes genéticos. Eventualmente, essa síndrome pode ser confundida com compressão de medula espinhal e esclerose múltipla.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

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Posted by Dr. Heitor Felipe Lima