neuropatia diabética

Você já ouviu falar em neuropatia diabética?

Nos últimos dez anos, foi registrado o aumento de 62% nas taxas de incidência de diabetes em todo o mundo. Somente no Brasil, cerca de 16 milhões de pessoas sofrem com a doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse número coloca o país em quarto lugar no ranking global, ficando atrás da China, Índia e Estados Unidos. Estamos falando de um problema complexo, que tem consequências significativas para a saúde – uma delas é a neuropatia diabética.

O que é neuropatia diabética?

A neuropatia diabética refere-se aos distúrbios nos nervos periféricos provocados por complicações do Diabetes. Os nervos periféricos carregam as informações que saem do cérebro, e aquelas que chegam até ele, além de transmitir os sinais da medula espinhal por todo o corpo.

Este distúrbio é mais uma complicação gerada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia). São registrados mais de 150 mil novos casos de neuropatia diabética a cada ano, no país. A maior incidência é em pessoas acima dos 60 anos de idade.

Sintomas

Vítimas da neuropatia diabética podem apresentar sintomas leves a graves. Entre os principais sinais da doença, constam:

  • dor constante;
  • sensação de queimadura e ardência;
  • formigamento;
  • dor espontânea e inesperada;
  • dor excessiva e desproporcional diante de estímulos leves (como uma picada de alfinete);
  • dor excessiva e desproporcional causada por toques leves na pele.

O paciente também pode sofrer com dormência nas pernas e, em casos mais sérios, anormalidades no processo digestivo e na bexiga, além de dificuldades para controlar a frequência cardíaca. Também pode haver quadros de tontura, fraqueza e, no caso dos homens, disfunção erétil.

Quanto antes esses sintomas são questionados e tratados corretamente, melhores são as respostas terapêuticas. Os sintomas podem aparecer cerca de 10 a 20 anos após o paciente receber o diagnóstico de diabetes.

É importante dizer: a redução da sensibilidade está diretamente ligada ao risco de amputação do membro acometido.

Tratamentos e prevenção da doença

Por se tratar de uma enfermidade diretamente relacionada à glicemia, o principal fator de prevenção é manter as taxas de açúcar no sangue equilibradas. Isso se dá por meio da alimentação equilibrada e nutritiva, em conjunto com a prática de atividade física. Esse controle é essencial para  evitar danos neurológicos futuros.

Se você sofre com neuropatia diabética, examine seus pés e pernas todos os dias. Avalie e cuide de suas unhas regularmente. Aplique creme hidratante na pele seca (cuidado para não aplicar entre os dedos). Use calçados adequados para não causar feridas nos pés.

Quando a doença já se instalou, exames laboratoriais e de imagem ajudam a fechar o diagnóstico para, então, começar o tratamento. Este é feito, geralmente, com a administração de insulina e medicamentos voltados para o controle da dor. Cremes e sprays são muito estratégicos para o alívio dos sintomas.

Agora que você conhece um pouco sobre a neuropatia diabética, previna-se dessa doença, que é responsável por cerca de dois terços das amputações não traumáticas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

 

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Posted by Dr. Heitor Felipe Lima