memória 

Como funciona nossa memória?

Ela é importante para conseguirmos realizar as ações mais simples e corriqueiras do dia a dia, e para guardarmos tudo aquilo que atribui sentido à nossa existência. Sem memória, como um garçom conseguiria dar conta de tantos pedidos no trabalho? Como o ser humano atribuiria sentimento àqueles que o cercam? Como, enfim, teríamos chegado a esta sociedade absurdamente tecnológica e complexa que nos circunda? Já parou para pensar como essa engrenagem tão importante da cognição funciona?

Tipos de memória

Existem três categorias de memória. A primeira delas, a sensorial, é aquela que retém as informações que chegam pelos cinco sentidos. Ela prepara as informações em menos de dois segundos, para serem armazenadas, ou não, pelo cérebro.

Os conteúdos que ultrapassam essa etapa chegam à memória de curta duração, que, como o próprio nome sugere, guarda o que foi apreendido nos últimos segundos, minutos ou até horas. É este o mecanismo utilizado pelo garçom: você pede um suco, ele entende o comando, aguarda a bebida ser preparada e, enfim, entrega o pedido a você. É o que costumamos nomear de memória de trabalho, ou primária.

O último estágio é a memória de longa duração. Só alcança esse lugar aquilo que é relevante para o indivíduo. É nesse repositório infinito que residem as paixões de décadas, os conteúdos que você aprendeu na faculdade, o cheiro do bolo que sua avó fazia quando você era criança, o telefone do primeiro namorado, as letras de música que marcaram uma fase especial, um segundo idioma… Trata-se de uma verdadeira biblioteca.              

Um arsenal de fazer inveja

Tudo acontece no cérebro. Esta máquina é composta por cerca de 100 bilhões de neurônios. Essas células, infinitamente menores que um fio de cabelo, se unem nas sinapses (espaços entre os neurônios), onde os dendritos se agarram uns aos outros, criando, assim, padrões de comunicação e comportamento. Nesse processo, as moléculas de RNA mensageiro (RNAm), que codificam a proteína beta-actina – encontrada no núcleo dos neurônios e que tem papel fundamental na formação das memórias – são, em parte, grandes responsáveis por sermos quem somos.

Socorro, deu um branco

O cérebro, assim como os demais órgãos do corpo humano, também pode sofrer prejuízos que comprometem suas estruturas e seu funcionamento. É nessas horas que alguém diz ter tido “um branco” daqueles. Entre os hábitos que comprometem a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações estão:

  • consumo excessivo de gordura e açúcar;
  • uso simultâneo de dispositivos de mídia;
  • ingestão de bebida alcoólica;
  • tabagismo;
  • sono curto e de baixa qualidade.   

E o que faz bem para a memória? Foco, em primeiro lugar. Isso significa dispensar energia fazendo uma única coisa de cada vez, prestando atenção exclusivamente em algo e esquecendo-se momentaneamente das demais coisas, ou tarefas. Outra ação interessante é associar uma informação importante, e que precisa ser lembrada, a uma imagem. Fazer exercícios mentais e físicos, cuidar da alimentação, ter uma vida social saudável e, não menos importante, espantar o estresse e manter o bom humor em alta são ações que te ajudarão a manter uma memória saudável.  

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Comentários

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima