esclerose lateral amiotrófica

Esclerose lateral amiotrófica (ELA): quais são os primeiros sinais da doença?

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa do sistema nervoso, que causa paralisia motora progressiva, de modo irreversível. É considerada uma das doenças mais temidas na atualidade.

Na ELA, os neurônios se deterioram ou morrem e já não enviam mensagens ao corpo. Provocam enfraquecimento muscular e, consequentemente, redução das contrações involuntárias e incapacidade de mover os membros e o corpo. 

A doença progride lentamente, prejudicando até a respiração, quando os músculos do peito param de trabalhar.

Em alguns casos, a ELA é causada por um defeito genético. Nos demais, a causa ainda é desconhecida. Alguns fatores podem estar relacionados, como:

  • mutação genética;
  • doença autoimune; 
  • mau uso de proteínas;
  • desequilíbrio químico – com aumento dos níveis de glutamato, conhecido por ser tóxico para algumas células nervosas. 

Sintomas da esclerose lateral amiotrófica

Os sintomas são a perda gradual e constante da força e da coordenação muscular, até a impossibilidade de realizar atividades comuns, como descer escadas, caminhar ou beber líquidos.

A fraqueza muscular é o primeiro sintoma da ELA. Geralmente, essa fraqueza inicia-se pelas extremidades dos membros superiores de apenas um lado do corpo. No interior do corpo, as células nervosas envelhecem e os nervos morrem, incapacitando o indivíduo progressivamente.

Além da fraqueza, os músculos podem apresentar tremor, atrofia, reflexos exaltados, diminuição da sensibilidade e cãibra, o sinal mais comum.

À medida que a esclerose lateral amiotrófica se desenvolve, paralisa os músculos da língua e da glote, incapacitando a alimentação e a fala. 

A ELA não afeta os sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato. Dificilmente afeta o desempenho intelectual e as funções da bexiga e dos intestinos.

Complicações possíveis

A progressão da doença provoca também algumas complicações, como:

  • insuficiência pulmonar;
  • úlceras de pressão;
  • perda de peso repentina;
  • perda da capacidade de cuidar de si.

Diagnóstico da ELA

O exame físico pode indicar algumas particularidades típicas da doença. Entre os mais comuns, podem-se perceber o tremor, espasmos, atrofia e contrações musculares involuntárias.

Além disso, a marcha da pessoa pode apresentar caráter rígido ou desajeitado e, ainda, incapacidade de controlar choro ou o riso, chamada de incontinência emocional.

O diagnóstico correto dura alguns meses e também incluem:

  • exames de sangue;
  • teste respiratório;
  • tomografia computadorizada e ressonância magnética;
  • eletromiografia;
  • teste genético;
  • estudos de condução nervosa;
  • testes de deglutição;
  • punção lombar.

Tratamento possível

Atualmente, não há cura para a ELA. O tratamento é feito por um medicamento que retarda a progressão da doença e prolonga a vida do indivíduo.

Para potencializar a função muscular e o estado de saúde da pessoa, são indicadas sessões de reabilitação e o uso de órteses ou de uma cadeira de rodas específica para a condição do indivíduo. 

É importante seguir as recomendações médicas e o tratamento correto para a manutenção da qualidade de vida e para retardar as complicações da ELA.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

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Posted by Dr. Heitor Felipe Lima