ELA

Como o neurologista atua no tratamento da ELA

ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença neurodegenerativa que gera paralisia motora irreversível, progressiva e limitadora. É uma das doenças neurológicas mais conhecidas e incapacitantes do mundo. Atualmente, afeta cerca de 100 mil pessoas no planeta.

As principais manifestações da ELA consistem no enfraquecimento muscular combinado a contrações involuntárias e incapacidade de mexer os membros. Lentamente a doença progride e se agrava. Nos graus mais avançados, esse tipo de esclerose dificulta a respiração.

O especialista responsável por conduzir o tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica é o neurologista. Entenda como esse profissional atua no tratamento.

A participação do neurologista é determinante no diagnóstico da ELA

Também chamada de doença de Lou Gehrig e doença de Charcot, a Esclerose Lateral Amiotrófica tem origem desconhecida em 90% dos casos. Pode estar associada a desequilíbrios químicos, doença autoimune e mau uso das proteínas que ocasionam a morte das células neuronais.

Em 10% dos casos a doença tem causa genética. Independentemente da origem, a ELA é caracterizada pelo desgaste dos neurônios que ficam defeituosos ou morrem, o que os inviabiliza de continuar mandando mensagem aos músculos.

O neurologista age, primeiramente, para fazer o diagnóstico adequado da doença e, inclusive, pesquisar as causas possíveis. Baseia-se na análise dos fatores de risco, incidência de sintomas específicos, resultado dos exames físicos, de imagem e  testes laboratoriais, como investigação genética e exames de sangue. Os exames são realizados com a finalidade de confirmar a ocorrência da ELA e descartar outras doenças degenerativas.

O tratamento da ELA visa amenizar seus sintomas

O neurologista atua, principalmente, com finalidade paliativa, uma vez que a doença é degenerativa, progressiva e incurável. Com o avanço da medicina, hoje é possível retardar o avanço da Esclerose Lateral Amiotrófica e proporcionar a amenização dos sintomas e melhora da qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Na maioria dos casos, os sintomas aparecem depois dos 50 anos, embora possam surgir em pessoas mais jovens. Entre os sintomas comuns estão a dificuldade respiratória, engasgos frequentes, problemas de deglutição, baba, gagueira, falta de sustentação nos músculos do pescoço, câimbras, dificuldade de locomoção, fraqueza nos membros, paralisia, fala arrastada, rouquidão e outras alterações na voz, perda de peso, tremor e espasmos.

O neurologista conduz o tratamento

Embora o tratamento dessa condição seja multidisciplinar, o neurologista é responsável por dar as coordenadas. O médico prescreve medicação voltada para a redução da velocidade de progressão da ELA, no intuito de prolongar a vida do indivíduo.

Outros tratamentos complementares, como ventilação mecânica, fisioterapia, reabilitação, uso de muletas, bengala, colete, cadeira de rodas e outras ferramentas ortopédicas podem melhorar a qualidade de vida do indivíduo. Como ocorrem alterações na deglutição e pode haver perda de peso, a participação do nutricionista é importante para tratar a Esclerose Lateral Amiotrófica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Comentários

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima