crises epilépticas

Você conhece os tipos de crises epiléticas?

Um dos quadros clínicos que mais assustam as pessoas, e geram ambiente de pânico, é o  das crises epilépticas. Quem sofre do problema pode começar a debater-se no chão, na cadeira, na cama, fazendo vários movimentos involuntários com os membros do corpo. É uma situação séria pois, por não conseguir se controlar, o sujeito pode esbarrar em uma panela quente, cair em uma escada, despencar de um andar a outro, entre outras consequências significativas.

Sobre a epilepsia

Existem indícios da epilepsia desde o início da vida humana. Seu nome tem origem grega e supõe a junção de palavras que representam “surpresa” ou “evento inesperado”. Ela pode ser caracterizada como uma atividade excessiva e anormal das células cerebrais, que gera a convulsão.

Entre as causas do evento, constam a lesão cerebral, que pode ser ocasionada em razão de uma forte pancada na cabeça; infecções (meningite, por exemplo); abuso de bebidas alcoólicas; drogas; intercorrências no parto.

O que acontece durante a epilepsia?

A pessoa que sofre de crises epilépticas pode sentir medo repentino, desconforto na região estomacal, perda de consciência, contração dos músculos, mordida na língua, confusão mental e incontinência urinária. Quando uma crise se instala, é possível perceber, por exemplo, tremores no rosto e/ou em membros do corpo, formigamento, mal estar, corpo rígido e convulsões.

Tipologias

Estudos demonstram que existem cerca 30 tipos diferentes de crises epilépticas, que são divididas em dois grandes grupos.

O primeiro é chamado de parcial. Ele é subdividido em outros dois: parcial simples e parciais complexas. No primeiro, os sintomas comuns aparecem, mas a consciência não é prejudicada. No outro, por sua vez, constata-se a presença de maior complexidade nas ações motoras, além da perda de consciência.

O segundo grande grupo é a epilepsia generalizada, que também possui mais dois subgrupos. O primeiro, generalizada de ausência, ocorre quando o paciente sofre perda da consciência.

Já o segundo, o tônico-clônica, compreende-se em duas fases. Na tônica, há perda de consciência, o paciente cai, o corpo se contrai e enrijece. Na clônica, o sujeito contrai e contorce as extremidades do corpo, perdendo a consciência que, após a crise, é recobrada gradativamente.

O que fazer?

É muito importante ir ao médico para que o diagnóstico seja feito o quanto antes. O profissional irá realizar exames, como eletroencefalograma e neuroimagem, além de avaliar todo o histórico clínico do paciente. Se não há lembrança de uma das crises epiléticas, uma pessoa que viu precisa estar presente para relatar ao médico.

O tratamento, depois de confirmado o quadro de epilepsia, é feito com base em medicamentos, que têm o objetivo de eliminar as crises ou bloqueá-las. Vale ressaltar que não é preciso tomar vários remédios para corrigir esse problema: apenas um, controlando a dosagem, traz os efeitos esperados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

 

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Posted by Dr. Heitor Felipe Lima