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Neuromielite óptica: diagnóstico e tratamentos

Neuromielite óptica: diagnóstico e tratamentos

A neuromielite óptica é uma doença do sistema nervoso central, que afeta principalmente os nervos oculares (neurite óptica) e a medula espinhal (mielite). Ela também é conhecida como transtorno do espectro ou doença de Devic. 

Ocorre quando o sistema imunológico reage contra suas próprias células do sistema nervoso central, principalmente nos nervos ópticos e na medula espinhal, e às vezes no cérebro. 

Sendo uma condição séria, elaborei este artigo para contar um pouco mais sobre o assunto e dar informações importantes sobre a Neuromielite.

Quais são os sintomas da neuromielite óptica?

A neuromielite óptica pode causar diversos sintomas. Conheça alguns deles, abaixo:

  • cegueira em um ou em ambos os olhos;
  • fraqueza ou paralisia nas pernas ou nos braços;
  • espasmos dolorosos;
  • perda de sensibilidade;
  • vômito e soluços incontroláveis;
  • disfunção da bexiga e do intestino,devido a danos na medula espinhal. 

As crianças podem experimentar, inclusive, confusão mental, convulsões ou coma. Os surtos de neuromielite óptica podem ser reversíveis, no entanto, podem ser graves o suficiente para causar perda visual permanente e problemas de mobilidade.

Como é feito o diagnóstico?

O médico irá realizar uma avaliação minuciosa para descartar outras doenças neurológicas do sistema nervoso, que apresentem sinais e sintomas semelhantes aos da neuromielite óptica. 

É importante distinguir a neuromielite da esclerose múltipla, bem como outras condições neurológicas, para garantir que o paciente receba o tratamento mais adequado.

Para diagnosticar a condição, o médico irá rever o histórico médico, analisando os sintomas e realizar exames específicos. Conheça alguns deles, a seguir. 

Exame neurológico

O neurologista examinará as funções do movimento, força muscular, coordenação, sensação, memória, pensamento cognitivo, visão e fala. Um oftalmologista também pode, juntamente ao neurologista, realizar este exame.

Ressonância magnética

Uma ressonância magnética usa ímãs e ondas de rádio para criar uma visão detalhada do cérebro, nervos ópticos e medula espinhal. Com a ajuda deste exame, o médico pode ser capaz de detectar lesões ou áreas danificadas do cérebro, nervos ópticos ou medula espinhal.

Durante os testes, os médicos prendem eletrodos ao couro cabeludo e, em alguns casos, às orelhas, pescoço, braço, pernas e costas. Os equipamentos ligados aos eletrodos registram as respostas do cérebro aos estímulos. Estes testes ajudam a identificar lesões ou áreas danificadas nos nervos, medula espinhal, nervo óptico, cérebro ou tronco cerebral.

Como é realizado o tratamento da neuromielite óptica?

A neuromielite óptica não pode ser curada, embora a remissão, a longo prazo, possa ser possível com o tratamento correto. O tratamento da neuromielite envolve terapias para reverter os sintomas recentes e prevenir futuros ataques.

No estágio inicial, o médico pode prescrever medicação por via intravenosa. O paciente receberá a medicação por cerca de cinco dias e, em seguida, ela será diminuída lentamente.

O médico pode recomendar que o paciente tome uma dose baixa de corticosteroides por um longo período, para prevenir futuros ataques e recaídas.

Também pode ser necessário o uso de medicamentos para suprimir o sistema imunológico, além dos corticosteroides, para evitar futuros ataques.

Por fim, é importante entrar em contato com o médico ao notar os sintomas. A neuromielite óptica deve ser acompanhada e tratada imediatamente por meio dos métodos adequados à cada paciente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos
Conheça 4 tipos de dores de cabeça

Conheça 4 tipos de dores de cabeça

A dor de cabeça é um sintoma tão comum, que a maioria das pessoas se automedica no instante em que ela ocorre. Muitos indivíduos nem sequer se perguntam qual seria a causa da dor.

Pensando nisso, elaborei este artigo para apontar os quatro tipos de dores de cabeça. Assim, reconhecendo os sintomas, você poderá procurar o tratamento adequado.

Tipos de dores de cabeça

1# Enxaqueca 

Este tipo de dor de cabeça se distingue, devido a outros sintomas que também se manifestam junto com o desconforto na cabeça. Náuseas e vômitos, tontura, sensibilidade à luz (fotofobia) e outros sintomas visuais geralmente fazem parte das crises de enxaqueca. 

Este mal é o único com fases distintas, porém, nem todos os indivíduos experimentam todas elas. Geralmente, as fases da enxaqueca seguem a seguinte ordem:

  • mudança de humor ou comportamento, que pode ocorrer horas ou dias antes crise de enxaqueca;
  • sintomas visuais, sensoriais ou motores que precedem a dor de cabeça;
  • alucinações, dormência, alterações na fala e fraqueza muscular.

Durante a crise, é comum a sensação de dor latejante em um ou ambos os lados da cabeça. Sensibilidade à luz e a movimentos também podem ocorrer, assim como depressão, fadiga e ansiedade.

Por fim, quando a dor diminui, seja por si só, ou por meio de medicação, ela pode ser substituída por fadiga, irritabilidade e dificuldade de concentração.

2# Cefaleia tensional 

Dores de cabeça tensionais são o tipo mais comum. Estresse e tensão muscular são frequentemente associados aos fatores que incidem no sintoma. Embora a característica da dor possa variar, os seguintes sintomas são comuns na cefaleia tensional:

  • início lento da dor de cabeça;
  • dor em ambos os lados;
  • dor maçante ou latejante;
  • dor na parte posterior da cabeça ou pescoço;
  • dor leve a moderada, porém, contínua.

As dores de cabeça do tipo tensional não costumam causar náuseas, vômitos ou sensibilidade à luz (fotofobia).

3# Cefaleia em Salvas

A cefaleia em salvas costuma prolongar-se por duas semanas ou meses. Tais crises, geralmente, retornam uma vez a cada um ou dois anos. Embora o paciente apresente sintomas variados deste tipo de dor de cabeça, os sinais mais comuns são:

  • dor severa em um lado da cabeça, geralmente atrás do olho;
  • o olho afetado pode ficar vermelho e lacrimejante, com a pálpebra caída e a pupila pequena;
  • inchaço da pálpebra;
  • coriza ou congestão nasal;
  • inchaço na testa.

4# Dor por problemas alimentares

Já ouviu algum parente ou amigo dizer que quando a cabeça dói é porque algo no estômago não está bem? É bem verdade que nem todo tipo de dor de cabeça e resultante de problemas alimentares. 

Porém, com certeza, boa parte das dores de cabeça são, sim, resultado da ingestão de determinados alimentos.

O que acontece é que, se não há boa digestão, azia, ou ingestão de alimentos estragados, haverá, dentre outras coisas, uma forte dor de cabeça. Pode-se perceber que ela desaparece depois que o problema no estômago é resolvido. 

Sendo assim, seja qual for a dor de cabeça que te acometa, antes de automedicar-se, procure identificá-la. Se as suas dores de cabeça são prolongadas, não hesite em buscar a ajuda de um neurologista. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

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Dor de cabeça: devo procurar um neurologista?

Dor de cabeça: devo procurar um neurologista?

A dor de cabeça pode ser causada por uma série de condições, como distúrbios no pescoço, olhos, cérebro, mandíbula ou dentes. 

Este sintoma pode ser uma condição médica subjacente, classificada como dor de cabeça secundária, caso esteja relacionada à outra alteração fisiológica. Um exemplo disso seria a dor de cabeça causada por lesão no pescoço ou sinusite.

Percebendo que a dor de cabeça tem diversas causas, elaborei este artigo para orientar quando se deve procurar um neurologista para o tratamento do sintoma. Acompanhe a leitura e fique por dentro dos detalhes.

Dor de cabeça esporádica 

A dor de cabeça comumente não exige uma consulta imediata a um neurologista, ou até mesmo a outro médico. No entanto, se as dores são frequentes, mesmo com medicação, isso pode ser um sinal de alerta. 

A utilização de remédios para dores de cabeça, durante 10 dias ou mais, pode colocá-lo em risco de dor de cabeça rebote, causada pela medicação.

Quando buscar um neurologista?

Como regra geral, para dores de cabeça que não são severas, seu médico é um ótimo profissional para uma primeira consulta. No entanto, se os tratamentos recomendados não estiverem funcionando bem, ou se você tiver sintomas incomuns, talvez seja necessário um neurologista especializado em distúrbios do sistema nervoso.

Alguns sinais podem ajudá-lo  a perceber que é hora de buscar ajuda médica especializada, tais como:

  • ter mais de 50 anos e dores de cabeça crônicas, ou um novo tipo de dor de cabeça;
  • dor de cabeça acompanhada de náuseas, vômitos, tontura, confusão mental, perda de consciência ou visão embaçada;
  • dor de cabeça acompanhada de fraqueza ou perda de controle de parte do corpo, fala ou visão;
  • frequência de duas ou mais dores de cabeça por semana;
  • piora da dor, mesmo com o tempo e tratamento.

Dor de cabeça primária

Outras dores de cabeça são classificadas como primárias porque a própria dor de cabeça é o principal problema médico, embora fatores associados, como tensão muscular ou exposição a certos alimentos, possam ser identificados. 

Outros fatores que contribuem para o desenvolvimento do sintoma podem incluir medicamentos, desidratação ou alterações hormonais. Esses fatores são chamados de desencadeadores de dor de cabeça.

A frequência das dores de cabeça e a intensidade dos sintomas podem variar, assim como os tipos da dor. Os sintomas que podem sugerir uma dor de cabeça grave incluem qualquer um dos seguintes pontos:

 

  • dores de cabeça no início da manhã;
  • dor que é agravada pela tensão, como tosse ou espirro;
  • vômito sem náusea;
  • início súbito de dor intensa;
  • dor grave e contínua;
  • mudanças de personalidade;
  • mudanças na visão;
  • fraqueza nos braços ou pernas;
  • convulsões.

Agora que você conhece os sinais mais preocupantes da dor de cabeça, não hesite em procurar um neurologista, caso apresente alguns desses sintomas. Por meio de exames, o especialista saberá exatamente como realizar o tratamento.

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O que é hemibalismo?

O que é hemibalismo?

O hemibalismo consiste em movimentos de arremesso dos membros superiores e inferiores, em apenas um dos lados do corpo.

Este distúrbio do movimento ainda é um assunto desconhecido por muitas pessoas, por isso, elaborei este artigo para tratar sobre o tema. Acompanhe o texto e conheça mais sobre a doença.

O que causa o hemibalismo?

Antes de tratar das causas do hemibalismo, é importante lembrar que esse distúrbio é muito raro. Ou seja, não é frequente e não acontece do nada. Há um histórico de situações que propiciam o desenvolvimento do hemibalismo. Tais como:

AVC

O AVC (acidente vascular cerebral) é a causa mais frequente do hemibalismo. No derrame, como é chamado popularmente, ocorre a morte do tecido que ajuda a controlar os movimentos. Por essa razão, o hemibalismo pode se desenvolver a partir do AVC.

Lesão cerebral

O hemibalismo também pode ocorrer como resultado de uma lesão cerebral traumática. Há casos em que vítimas de agressão desenvolveram o hemibalismo. Por meio desses atos de violência, o cérebro pode ser danificado e os movimentos característicos do hemibalismo se desenvolverem.

HIV

Outra condição que pode causar o hemibalismo é o vírus do HIV. Pacientes com HIV geralmente apresentam complicações, que surgem com a AIDS. A hipoglicemia gerada pelo uso de pentamidina (medicação para tratar um tipo de pneumonia frequente em quem tem HIV) tem sido conhecida por causar o hemibalismo. 

Neoplasias e sua relação com o hemibalismo

Uma neoplasia consiste no crescimento anormal das células. Quando isso ocorre em algum lugar nos gânglios da base (massa cinzenta localizada no interior do cérebro), o hemibalismo pode acontecer.

As malformações vasculares também podem causar fluxo sanguíneo anormal para áreas do cérebro. Se pouco sangue é liberado para os gânglios da base, um derrame pode acontecer. E, como dissemos, o AVC também pode provocar o hemibalismo.

Como se dá o tratamento?

Para tratar o hemibalismo, o paciente deverá tratar a causa principal da doença. Ou seja, o hemibalismo sempre será um resultado de alguma condição já existente no indivíduo.

O médico pode receitar doses de dopamina para que os movimentos involuntários sejam controlados, enquanto a causa principal é tratada.

A cirurgia como tratamento só deve ser usada em pacientes com hemibalismo severo, que não tenham respondido bem a outros métodos terapêuticos.

Por fim, o hemibalismo é muitas vezes um distúrbio de movimento desafiador para a medicina, especialmente os casos mais graves. Neste artigo, estão alguns dos principais pontos que podem ajudar você a compreender melhor o conceito, o olhar clínico, as causas, e as opções mais recentes de tratamento médico e cirúrgico para o hemibalismo. 

No entanto, para mais detalhes sobre o hemibalismo, cada caso deve ser analisado separadamente. Conversar com seu médico é o primeiro passo para desvendar mais sobre essa condição que muitos desconhecem.

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3 doenças associadas à atetose

3 doenças associadas à atetose

A atetose é definida como uma condição que provoca movimentos lentos, contorcidos, contínuos e involuntários. 

Ela pode piorar com tentativas de controle dos  movimentos por parte do paciente. No entanto, seus sinais não se manifestam quando em repouso. A atetose envolve tipicamente as mãos e os pés, porém, também pode afetar a face, o pescoço e o tronco.

Neste artigo, não tratarei apenas da atetose. Falarei sobre as três doenças relacionadas à condição. Acompanhe a leitura e perceba as semelhanças e diferenças.

Doenças associadas à atetose

1# Coreia 

A atetose e a coreia são muito semelhantes. Na verdade, elas podem ocorrer juntas. Quando isso acontece, são chamadas de coreoatetose. A atetose, neste caso, manifesta-se pelos movimentos lentos e contorcidos, podendo ser chamada de coreia lenta.

Os sintomas da coreia são:

  • movimentos curtos e irregulares;
  • movimentos rítmicos, como se fossem dança;
  • contrações musculares repentinas;
  • movimentos involuntários, que começam e terminam de forma abrupta e imprevisível.

A coreia afeta principalmente o rosto, boca, tronco e os membros.

2# Distonia

A distonia também é uma das doenças associadas ao distúrbio do movimento. Ela envolve contrações musculares involuntárias e prolongadas. Como a atetose, a distonia pode dificultar a postura normal.

Os sintomas da distonia são:

  • um ou mais movimentos repetidos;
  • contrações musculares persistentes ou intermitentes;
  • movimentos anormais e repetitivos;
  • postura assimétrica;
  • envolvimento do tronco, pernas, pescoço ou braços;
  • envolvimento de um grupo muscular ou de vários.

Os sintomas da distonia podem piorar quando se tenta controlar o movimento muscular.

3# Hemibalismo

O hemibalismo é caracterizado por movimentos de arremesso de forma frequente e intermitente de um lado do corpo. Os movimentos se parecem muito com a Coreia, por isso, também é uma das doenças associadas à atetose, exceto pelo fato de serem unilaterais. 

Também é menos previsível e mais forte. O Hemibalismo é uma sequência de movimentos involuntários, progressivamente maiores e mais irregulares.

Ele afeta apenas um lado do corpo. O braço é mais afetado do que a perna. O Hemibalismo pode ser temporariamente incapacitante. Quando uma pessoa tenta mover o membro, ele pode se mover incontrolavelmente. Os sintomas do Hemibalismo são:

  • perda do controle dos movimentos;
  • espasmos musculares em larga escala;
  • movimentos rápidos;
  • formas violentas e involuntárias;
  • descontrole de apenas um lado do corpo.

Em algumas pessoas, essa condição poderá afetar os músculos da face e trazer um pouco de desequilíbrio ao caminhar. Outro ponto para se ressaltar sobre o hemibalismo é que, quando a pessoa tenta se movimentar e executar alguma ação, os movimentos involuntários se tornam mais fortes. À medida que descansam, os sinais do distúrbio desaparecem.

As três doenças estão associadas à atetose. São similares e podem até mesmo acometer o paciente em conjunto. 

Por isso, ao primeiro sintoma de qualquer uma delas, é importante procurar um médico para que ele possa dar o diagnóstico com precisão. Somente o especialista poderá definir qual das doenças associadas à atetose o paciente apresenta e quais as opções de  tratamento adequados.

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Tratamento neurológico para distúrbios do movimento

Tratamento neurológico para distúrbios do movimento

O distúrbio do movimento consiste em um grupo diversificado de doenças, que acabam por alterar os movimentos do paciente, porém, sem interferir na sua força muscular e sensibilidade. 

Sendo uma condição desconhecida por muitos, elaborei este artigo para tratar do assunto e orientar sobre como é realizado o tratamento para essa condição.

Como ocorrem os distúrbios do movimento?

Como dito anteriormente, os distúrbios do movimento não podem ser controlados. Tremores, hipercinesias, distonias (contrações musculares) e Mal de Parkinson são apenas algumas condições de quem possui distúrbios do movimento.

Tais alterações ocorrem devido à disfunção nos núcleos da base, que estão localizados em porções inferiores do cérebro. O problema ocorre por diversos motivos. Para detectar os fatores responsáveis pela modificação do movimento são necessários exames minuciosos, que devem ser realizados por um médico neurologista.

Alguns distúrbios do movimento

Mal de Parkinson

Esta doença neurodegenerativa, lentamente progressiva, causa tremor, rigidez, diminuição da velocidade do movimento (bradicinesia) e desequilíbrio. Também pode causar outros sintomas de não movimento, além de alterações emocionais.

Distonia

Esta condição envolve contrações musculares involuntárias, sustentadas com movimentos repetitivos e tortuosos. A distonia pode afetar todo o corpo (distonia generalizada) ou uma parte dele (distonia focal).

Coreia

A coreia é caracterizada por movimentos involuntários repetitivos, breves, irregulares, um tanto rápidos, que tipicamente envolvem a face, a boca, o tronco e os membros.

Síndrome das Pernas Inquietas

Consiste em uma sensação desagradável e desconfortável nas pernas, seguida de um constante desejo de movê-las. A pessoa não consegue se manter sentada ou em pé, sem balançar as pernas. Há pessoas que sentem dores, caso não movimentem os membros.

Doença de Huntington

É uma condição hereditária que causa efeitos degenerativos das células nervosas no cérebro. Geralmente, causa movimentos involuntários, além de transtornos psiquiátricos

Atrofia de múltiplos sistemas

Um distúrbio do sistema nervoso, que afeta várias partes do corpo, causando perda progressiva da função de cada uma delas.

Como se dá o tratamento para distúrbios do movimento?

Em muitos casos, os distúrbios do movimento não possuem tratamento para cura. Nesses casos, o objetivo terapêutico seria corrigir os sintomas e aliviar a dor do paciente. Algumas dores são severas e progressivas, prejudicando a capacidade de se mover e falar. 

Embora o tratamento para distúrbios do movimento dependa da causa subjacente de sua condição, as opções que seu médico pode sugerir incluem:

  • terapias medicamentosas;
  • terapia física para ajudar a manter, ou restaurar, a capacidade de controle dos movimentos;
  • injeções de toxina botulínica, para ajudar a prevenir as contrações musculares;
  • estimulação cerebral profunda, uma opção de tratamento cirúrgico que usa implante para estimular as áreas do cérebro que controlam o movimento.

Como não há dois distúrbios de movimento iguais, é importante que o tratamento desenvolvido seja específico para cada caso. O cuidado deve ser completo, para ajudar o paciente a encontrar alívio durante o tratamento.

Sendo assim, se houver qualquer sintoma de distúrbio do movimento, como mencionado acima, não perca tempo e procure um médico imediatamente. Somente ele poderá orientar e proceder ao tratamento adequado a cada tipo de problema.

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3 Doenças neurológicas hereditárias

3 Doenças neurológicas hereditárias

Quando existe histórico familiar de graves enfermidades, também há grande preocupação com as doenças hereditárias. Pais que não querem ver seus filhos com os mesmos sintomas que os seus. Famílias preocupadas com seus entes queridos, devido a algum histórico de doenças genéticas.

Pensando nisso, elaborei este artigo para falar sobre três doenças neurológicas hereditárias. Conheça um pouco mais sobre o assunto, a seguir. 

O que é doença neurológica?

Uma doença neurológica é definida como qualquer distúrbio do sistema nervoso. Anormalidades estruturais, bioquímicas ou elétricas no cérebro, medula espinhal ou outros nervos podem resultar em uma série de problemas neurológicos. 

Alguns distúrbios cerebrais genéticos são causados por mutações genéticas aleatórias, ou mutações causadas pela exposição a substâncias nocivas, como a fumaça do cigarro. 

Outros distúrbios são hereditários, o que significa que um gene alterado, ou um grupo de genes, é transmitido pelos pais. Eles também podem sofrer mutação, devido a uma combinação de alterações genéticas e outros fatores externos.

Quais são os sintomas de quem possui uma doença neurológica?

Exemplos de sintomas de doenças neurológicas incluem paralisia, fraqueza muscular, falta de coordenação motora, perda da sensibilidade, convulsões, confusão mental, dor e níveis alterados de consciência.

Esses são os sintomas físicos de algumas doenças neurológicas. Embora muitas pessoas procurem pela primeira vez os sintomas físicos de um distúrbio, é importante entender que também pode haver sintomas emocionais de problemas neurológicos. 

Por exemplo, o paciente pode experimentar mudanças de humor ou explosões repentinas. Indivíduos que sofrem de problemas neurológicos também podem experimentar depressão ou delírios. Porém, deve ser entendido que estes sintomas também podem ser indicativos de outros distúrbios e condições.

Quais são as doenças neurológicas hereditárias?

Aqui, segue algumas doenças neurológicas hereditárias. Falaremos sobre três grupos diferentes.

1# Leucodistrofias

As leucodistrofias são doenças raras que afetam as células do cérebro. Especificamente, essas doenças afetam a bainha de mielina, que é o material que envolve e protege as células nervosas. 

Danos a esta bainha diminuem ou bloqueiam as mensagens entre o cérebro e o resto do corpo. Essa destruição acarreta em problemas nos movimentos, fala, visão, audição e desenvolvimento mental.

A maioria das leucodistrofias são hereditárias. Elas, geralmente, aparecem durante a infância e podem ser difíceis de detectar precocemente, já que as crianças parecem saudáveis ​​no início. No entanto, os sintomas pioram com o tempo.

2# Fenilcetonúria

A fenilcetonúria é um tipo de distúrbio do metabolismo. Ela também é hereditária. O corpo não consegue processar parte de uma proteína chamada fenilalanina, presente em quase todos os alimentos. 

Se o nível de fenilcetonúria for muito alto, ele pode danificar o cérebro e causar incapacidade intelectual grave. O melhor tratamento para a fenilcetonúria é uma dieta de alimentos com baixo teor de proteína. Existem até fórmulas especiais para recém-nascidos.

3# Doença de Tay-Sachs

A doença de Tay-Sachs é um distúrbio hereditário raro, que afeta o metabolismo lipídico. Esta enfermidade faz com que uma substância gordurosa se acumule no cérebro, causando a destruição das células nervosas. Tal condição resulta em problemas mentais e físicos.

Bebês com a doença de Tay-Sachs parecem desenvolver-se normalmente nos primeiros meses de vida. Então, as habilidades mentais e físicas diminuem. A criança fica cega, surda e incapaz de engolir. Os músculos começam a se desgastar e a paralisia começa a acontecer. Mesmo com os melhores cuidados, as crianças com doença de Tay-Sachs geralmente morrem aos 4 anos de idade.

Infelizmente, essa doença hereditária não tem cura. Medicamentos e boa nutrição podem ajudar a amenizar alguns dos sintomas.

Agora que você conhece um pouco mais sobre doenças neurológicas hereditárias pode ficar atento aos sintomas e, se for o caso, procurar um médico.

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Neurologia: atuação da especialidade

Neurologia: atuação da especialidade

Você conhece as diferentes atuações da Neurologia e sobre quais tipos de doenças ela é focada?  Neste artigo, falamos um pouco mais sobre a especialidade.

Elaborei este artigo para mostrar algumas divisões da neurologia, bem como seus campos de atuação. Acompanhe a leitura e fique por dentro dos detalhes.

Atuação da neurologia

Esclerose múltipla 

Esta é uma doença inflamatória neurológica crônica. Na esclerose múltipla, o sistema imunológico agride os neurónios, comprometendo todo o sistema nervoso. Dentre várias características, a mais marcante são os surtos imprevisíveis.

A esclerose múltipla é mais frequente entre os jovens, provocando dificuldades sensitivas e motoras. A esclerose múltipla não é uma doença nova, porém, até hoje não se sabe com certeza as suas causas. O que se sabe é que sua evolução é única. Ou seja, varia de pessoa para pessoa.

Esta doença é mais propensa a se desenvolver em mulheres e pessoas de pele branca. Diagnosticá-la é simples. Depende apenas do exame de ressonância magnética.

Epilepsia 

A epilepsia também é uma condição que afeta o cérebro. Quando alguém tem epilepsia, isso significa que essa pessoa têm uma tendência a ter convulsões.

Qualquer um pode ter um ataque isolado, mas isso nem sempre significa que o indivíduo tem epilepsia. 

A epilepsia pode começar em qualquer idade e existem muitos tipos do distúrbio. Alguns deles têm duração limitada e a pessoa acaba deixando de ter convulsões. No entanto, para muitas pessoas, a epilepsia é uma condição sem cura.

AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode acontecer com qualquer pessoa E a qualquer momento. Ele ocorre quando o fluxo sanguíneo do cérebro é interrompido em alguma região. Quando isso acontece, as células cerebrais são privadas de oxigênio e começam a morrer. 

Quando isso ocorre, dá-se o derrame cerebral e as habilidades controladas por essa área do cérebro, como memória e controle muscular, são perdidas.

Quando uma pessoa é afetada pelo AVC, a sequela varia conforme a parte atingida. Por exemplo, alguém que teve um pequeno derrame pode ter apenas problemas menores, como fraqueza temporária de um membro, como braço ou perna. 

Em casos mais graves, o paciente pode ficar permanentemente paralisado em um lado do corpo ou perder a capacidade de fala. 

Distúrbios do sono

A gama de distúrbios do sono que os neurologistas tratam é ampla e inclui insônia, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e narcolepsia.

Os distúrbios primários do sono são causados ​​por anormalidades endógenas nos mecanismos que regulam o ciclo vigília-sono. Os distúrbios secundários derivam de comorbidades, incluindo doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson ou Alzheimer, além de problemas psiquiátricos, que podem causar perturbações nos mecanismos normais de sono-vigília.

Por fim, dentre várias divisões da neurologia, aí estão algumas delas. Umas bem conhecidas, outras nem tanto. Doenças neurológicas são extremamente graves e precisam de tratamento rigoroso. Por isso, se este é o seu caso, ou você conhece alguém que tenha, não deixe de compartilhar este artigo.

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Por que acontece e como se livrar da dor de cabeça no trabalho?

Por que acontece e como se livrar da dor de cabeça no trabalho?

A dor de cabeça é uma das dores mais comuns. Afeta cerca de 40% da população mundial. Também conhecida como cefaleia, para algumas pessoas, é esporádica. Para outros tantos, é crônica, a ponto de fazer parte da rotina do indivíduo, inclusive durante o expediente de trabalho.

Não é raro ouvir relatos de profissionais que apresentam sintomas incômodos, como fadiga, falta de concentração, baixa produtividade e a típica dor de cabeça.

Para saber por que essa dor é tão frequente no ambiente e horário de trabalho, leia o artigo, conheça as possíveis razões para o problema e saiba como evitá-lo.

Por que acontece a dor de cabeça no trabalho?

A dor de cabeça pode ocorrer no ambiente e horário trabalho por diferentes motivos, como excesso de pressão e cobranças profissionais, centralização de tarefas e sobrecarga de trabalho, ansiedade para o cumprimento de prazos, agenda intensa e ritmo acelerado.

Outros aspectos que podem contribuir para o surgimento de dor de cabeça no trabalho são os problemas com colegas, privação de sono na noite anterior, permanência na mesma posição por um tempo prolongado, uso demasiado de aparelhos eletrônicos, como o computador, cansaço muscular, fadiga nos olhos, período longo em jejum e desidratação.

Embora seja um sintoma comum, a dor de cabeça, seja leve ou intensa, não deve ser desconsiderada. Mesmo que as principais causas não sejam preocupantes e apresentem fácil solução, é necessário investigar se há alguma doença subjacente provocando essa manifestação física.

Como evitar a dor de cabeça no trabalho?

O ambiente de trabalho é onde passamos boa parte do dia, por isso, ele precisa ser agradável e saudável. Faça o possível para que seu local de trabalho – independentemente de ser um escritório, uma sala de aula ou galpão – seja limpo e tranquilo. É recomendável, também, estabelecer pequenas pausas durante o dia para se alongar, se alimentar, beber água, ir ao banheiro, etc.

Procure dormir bem e aproveitar os momentos de folga para descansar e se divertir. Evite levar trabalho para casa ou problemas domésticos para o trabalho. Fuja das sobrecargas, aprenda a delegar tarefas e organizar o seu dia para evitar o acúmulo de trabalho e o nocivo hábito de procrastinar. O jejum prolongado deve ser evitado, assim como o excesso de proteínas, alimentos estimulantes e industrializados. Até o cafezinho deve ser consumido com moderação. Em demasia, o café pode aumentar a irritabilidade, piorar a dor de cabeça e provocar taquicardia.

Inclua a prática regular de exercícios físicos na sua rotina, pois o sedentarismo é um verdadeiro inimigo de quem tem propensão a apresentar dor de cabeça. Para não atrapalhar os outros compromissos ou prejudicar a logística cotidiana, é interessante procurar uma academia ou espaço aberto para se exercitar perto de casa ou do trabalho.

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O que é a neuropatia sensorial?

O que é a neuropatia sensorial?

A neuropatia é uma condição que afeta aproximadamente 8% da população mundial e impacta diretamente a qualidade de vida e bem-estar de quem sofre o problema.

A neuropatia corresponde a um quadro de lesões nas fibras dos nervos sensoriais, que comprometem a rede de comunicação que envia informações do sistema nervoso central para as demais partes do corpo.

A neuropatia mais comum é a periférica. Subdivide-se em neuropatias motoras, autonômicas e sensoriais. Este texto tratará especificamente sobre o terceiro tipo. Conheça a neuropatia sensorial mais a fundo.

A neuropatia sensorial

A neuropatia sensorial é uma condição caracterizada por danos em neurônios sensoriais, o que pode acarretar sensibilidade dolorosa. Quando o problema afeta somente um nervo, é denominado mononeuropatia. Se mais nervos sofrem danos, polineuropatia, que é mais comum.

Sintomas

Além das típicas alterações na sensibilidade, pode haver sintomas como dormência, zumbido, incapacidade de coordenar movimentos complexos, sensações dolorosas de queimadura ou choque elétrico e fraqueza muscular. A dor, normalmente, é o primeiro sinal de parestesia sensorial. Costuma começar nos pés e, gradualmente, se estende para pernas, braços, mãos e áreas próximas.

Doenças associadas

A neuropatia pode ter relação com doenças de base, como diabetes, HIV, amiloidose, síndrome de Sjögren e doença de Tangier. Outras condições clínicas associadas à neuropatia sensorial são a redução do fluxo sanguíneo nervoso, inflamação e inchaço nos nervos, enfermidades imunológicas, intoxicação e envenenamento com produtos químicos e metais pesados, dependência química, efeitos colaterais de medicamentos, desordens hereditárias, déficit de vitamina B1, B12 e E, doenças renais e hepáticas, alterações na tireóide, problemas no tecido conjuntivo e distúrbios da medula óssea.

Grupos de risco

Algumas pessoas apresentam maior propensão ao desenvolvimento de neuropatia sensorial. Fazem parte do grupo de risco os veganos e vegetarianos, alcoólatras, diabéticos, idosos e pessoas que passaram por cirurgia bariátrica.

Tratamento

Quando diagnosticada de forma precoce, a neuropatia tem boas possibilidades de ser controlada e até revertida. Infelizmente, grande parte dos casos de neuropatia tem diagnóstico tardio, quando o comprometimento sensorial já está avançado e apresenta difícil tratamento. Os danos nos nervos se tornam irreversíveis quando se perde mais de 50% das fibras nervosas. Daí a importância de ficar atento aos sintomas.

O protocolo de  tratamento pode envolver analgésicos para o alívio da dor, suplementação com vitaminas do complexo B para compensar o déficit e uso de fármacos antidepressivos, com doses ajustáveis de acordo com cada caso. Também é necessário tratar a doença subjacente, a fim de melhorar o quadro geral de saúde do indivíduo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como neurologista em Brasília.

Posted by Dr. Heitor Felipe Lima in Todos